Psicologia Hospitalar

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O Hospital e Maternidade São Marcos oferece aos seus clientes o Serviço de Psicologia Hospitalar, uma parceria no cuidado ao paciente em situação de adoecimento, tratamento e hospitalização, bem como à sua família, isto porque


Saúde é o completo bem estar físico, psíquico e social, ocorrendo conjuntamente, e não apenas a ausência de doenças ou enfermidade” (Organização Mundial da Saúde).

               

                                              



O Serviço de Psicologia Hospitalar, através de suas psicólogas, tem por objetivo principal o atendimento da díade paciente-família, buscando amenizar e/ou facilitar a vivência do doente no período crítico de doença e de hospitalização. Percebe-se, portanto, a necessidade de minimizar o impacto que o diagnóstico/prognóstico e o tratamento ocasionam sobre o psiquismo da pessoa doente. Desta maneira, complementa-se o objetivo de atendimento global, a partir de uma postura humanista e holística de saúde, tornando-se efetiva a assistência ao indivíduo doente.



ATIVIDADES DESENVOLVIDAS



1) Atendimento Psicológico ao Paciente Hospitalizado


A doença é sentida como uma agressão ao processo natural da vida. Para o sujeito, esta agressão é dirigida tanto ao seu eu-físico como ao seu eu-psíquico. O indivíduo doente sente-se ameaçado e esta ameaça gera ansiedade e insegurança, isto porque seu futuro que antes estava planejado agora com a doença torna-se incerto. Uma série de comportamentos e sentimentos confusos e dolorosos podem ser percebidos no indivíduo quando ele adoece, e em ocasião de hospitalizações esses comportamentos e sentimentos podem ser exacerbados. As principais reações do indivíduo adulto frente à doença e a hospitalização são: regressão, perdas, ansiedade, medo e fantasias mórbidas, impotência e culpa.

Neste contexto, o psicólogo hospitalar deve trabalhar junto com o paciente no resgate de sua essência de vida que foi interrompida pela doença. O atendimento psicológico à pacientes e às famílias no hospital tem por objetivo o alívio emocional das tensões e conflitos ocasionados pela situação de adoecimento e hospitalização. Dentro desta perspectiva, o psicólogo hospitalar, ao ter o contato com o paciente, deve avaliar de forma geral, seu estado emocional, suas seqüelas emocionais, seu temperamento, sua postura frente à doença, suas manifestações psíquicas e comportamentais, além de funções como consciência, linguagem, percepção, memória, pensamento, motivação, entre outros.

Com relação ao paciente, o Serviço de Psicologia Hospitalar oferece:

a) Avaliação Psicológica e Acompanhamento Psicológico;

b) Orientação Psicológica (temporal, alopsíquica e autopsíquica);

c) Preparo para Condutas e/ou Procedimentos;

d) Preparo Psicológico Pré-Cirúrgico;

e) Acompanhamento Psicológico Pós-Cirúrgico;

f) Preparo Psicológico para Alta Hospitalar;

Os atendimentos do Serviço de Psicologia Hospitalar se estendem tanto aos casos clínicos como aos casos cirúrgicos. Desta forma, os atendimentos ocorrem nas seguintes situações:

a) A pedido da equipe de saúde;

b) Por triagem de prontuário;

c) A pedido do paciente e/ou familiares.





2) Atendimento à Unidade de Terapia Intensiva (U.T.I.)


Fatores que mobilizam sentimentos e sensações perturbadoras são referidos pelos nossos pacientes, seus familiares e pela equipe de saúde constantemente. São sentimentos angustiantes permanentemente presentes, mas podem ser compreendidos e neutralizados pela pronta intervenção. Amenizar o impacto da “bedside technology” ou tecnologia de cabeceira é premente e importante para a sobrevivência do paciente crítico.

Estratégias fundamentadas na detecção de distúrbios emocionais pelo psicólogo e/ou pela equipe de saúde são uma primeira condição. Quando somos capazes de detectar adequadamente a presença de possíveis transtornos, estes podem em princípio receber a devida atenção e controle. Apesar desta detecção ser em função de indivíduos com evidentes quadros de depressão, ansiedade, abstinência pelo uso de álcool ou drogas, ou problemas psiquiátricos mais graves, na Unidade de Terapia Intensiva a recomendação preventiva é oportuna, onde todos os seus profissionais estão atentos ao paciente 24 horas, e podem detectar componentes psicopatológicos na observação dos seus pacientes. Isto torna então a atmosfera facilitadora e fator de integração com a equipe, e onde a atuação do psicólogo pode ser de pronta intervenção, pela sua presença constante e sua formação voltada para a investigação e análise de quadros comportamentais e situações de risco. É importante que se ressalte que, a inserção do psicólogo junto à equipe intensivista, visa justamente somar com seu saber e fazer, aos demais cuidados para que se possa promover um amplo suporte à vida do paciente numa dimensão biopsicosocial.

Com relação a U.T.I. do hospital, o Serviço de Psicologia Hospitalar oferece:

a) Acompanhamento Psicológico dos pacientes internados;

b) Acompanhamento Psicológico das famílias dos pacientes internados;

c) Orientação às famílias dos pacientes internados quanto às rotinas e regras do ambiente;

d) Acompanhamento e orientação às famílias durante o horário de visita da manhã;

e) Acompanhamento das famílias durante o boletim informativo.

f) Aplicação do questionário pós-alta da U.T.I., para verificação da qualidade do atendimento deste setor;



3) Atendimento à Pediatria


A vivência de uma doença e conseqüente hospitalização por uma criança configura-se para esta como uma experiência altamente estressante, isto porque a criança se encontra em uma nova situação e em um novo ambiente, desconhecido e estranho, que mobiliza nela um certo grau de ansiedade. A doença é um ataque à criança como um todo, ela afeta tanto a integridade física como a integridade psíquica. A reação da criança diante da doença está diretamente relacionada a múltiplos fatores, tais como idade, estresse imediato representado pela dor física desencadeada pela doença, angústia de separação devido à hospitalização, traços de personalidade, experiências e qualidade de suas relações parentais.

A atuação do psicólogo hospitalar junto às crianças hospitalizadas, objetiva fundamentalmente a diminuição do sofrimento inerente ao processo do adoecer e hospitalização. Atua no sentido de fazer com que a hospitalização e a situação de doença sejam mais bem compreendidas tanto pela criança como pela sua família, bem como atua no sentido de evitar situações difíceis e traumáticas. “Brincando” e “conversando” com o psicólogo, as crianças expressam seus medos, dúvidas, angústias, aliviando assim seu sofrimento, caminhando para uma recuperação mais rápida

Com relação a Pediatria do hospital, o Serviço de Psicologia Hospitalar oferece:

a) Assistência e acompanhamento psicológico às crianças internadas, com o oferecimento de brinquedos e atividades;

b) Preparo Psicológico Pré-operatório Infantil;



4) Atendimento Psicológico à Família do Paciente Hospitalizado:


O núcleo familiar deve ser entendido como uma unidade, possuidora de um sistema de leis internas de funcionamento e organização. Funciona como um suporte, um modelo, numa situação de crise como o internamento hospitalar.


A hospitalização de um dos membros da família é um evento que gera estresse. Como o equilíbrio do sistema é interrompido pelas necessidades internas e pelas solicitações externas, a hospitalização é percebida como ameaçadora. Se o equilíbrio não é restaurado, tem-se uma crise” (Romano, 1999).


A crise vivida pela família neste momento pode ser compreendida pelas necessidades de obter informação sobre o estado do paciente, garantia de que ele esteja confortável e recebendo um melhor tratamento. Portanto, a família deve estar bem estruturada e equilibrada para que possa interferir positivamente, colaborando com o processo de tratamento. A função do psicólogo hospitalar é auxiliar na atenuação da crise e na busca das respostas adaptativas para o enfrentamento desta.

Com relação a família, o Serviço de Psicologia Hospitalar oferece:

a) Atendimento Psicológico aos Familiares, orientando sobre as condições necessárias ao restabelecimento bio-psico-sócio-cultural do paciente;

b) Orientação e Acompanhamento Psicológico às Famílias de Pacientes em caso de óbito;



5) Preparo do Pai para Acompanhamento do Parto



6) Organização do Curso de Gestantes



7) Projetos de Humanização com a Equipe de Saúde do Hospital


As equipes de saúde passam pelas mesmas reações e pelo mesmo tipo de solicitação adaptativa, obviamente em condições diferentes as do paciente e família, mas com outros tipos de agravamento, como, por exemplo, a intermitência de solicitações críticas, onde ações, decisões e constante pressão permeiam o cotidiano destas pessoas.

O fato de o psicólogo pertencer a uma equipe tem repercussões diretas na atuação, seja nos limites da mesma, seja no vínculo que ele estabelece com o paciente ou com os colegas de outras categorias profissionais. Os objetivos do trabalho do psicólogo hospitalar com a equipe de saúde são: (a) redirecionar o olhar dos demais profissionais para a individualidade de cada paciente, e para os aspectos subjetivos envolvidos no adoecer, ou seja, favorecer o reconhecimento dos aspectos psicológicos presentes na doença ou na relação com a equipe de saúde, colaborando assim para a humanização do atendimento; (b) favorecer o funcionamento grupal, facilitando quando necessário, a comunicação interna, ajudando dessa forma, a formação e a manutenção de vínculos entre os membros; (c) servir como suporte psicológico para a equipe de saúde; (d) realizar uma análise da dinâmica multiprofissional, proporcionando, através dela, reflexões entre os membros, sobre os papeis de cada um frente ao paciente, à família e aos demais colegas do grupo, e também, sobre seu próprio papel como parte integrante da equipe, sempre no sentido de um favorecimento da saúde de todos envolvidos.

Com relação a Equipe de Saúde, o Serviço de Psicologia Hospitalar oferece:

a) Discussão de temas determinados;

b) Apoio psicológico informal aos funcionários da equipe de saúde, no intuito de realizar encaminhamentos quando necessário;

c) Integração do novo funcionário da equipe no que se refere ao atendimento humanizado;

d) Grupo de trabalho em humanização (GTH)




8) Desenvolvimentos com o Setor Administrativo e com o Setor de Limpeza, Copa e Cozinha


Assim como com a enfermagem, estes desenvolvimentos têm como objetivo realizar discussões, dinâmicas de grupo e atividades como relaxamentos que proporcionam ao funcionário uma melhor reflexão sobre sua prática profissional cotidiana e a melhora que deve ser atingida a cada dia no atendimento ao paciente e sua família no que diz respeito a humanização.



9) Integração de Novos Funcionários



10) Realização de Plantão aos Finais de Semana e Feriados


EQUIPE DE PSICOLOGIA:


Psic. Aline Mazambani Bertão CRP 08/10768

Psic. Carolina Gonçalves Cardoso Pereira CRP 08/10816

Psic. Eliana Aparecida Peixoto CRP 08/14110