Fonoaudiologia Hospitalar

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        O Serviço de Fonoaudiologia Hospitalar do Hospital e Maternidade São Marcos, atua em duas áreas importantes da Fonoaudiologia, a triagem auditiva neonatal e o aleitamento materno, desde de 2003.

                                                

 O Serviço de Fonoaudiologia Hospitalar do Hospital e Maternidade São Marcos, atua em duas áreas importantes da Fonoaudiologia, a triagem auditiva neonatal e o aleitamento materno.

A Equipe de Fonoaudiologia também participa do Curso de Gestantes do Hospital e Maternidade São Marcos orientando os casais gestantes sobre a importância da triagem auditiva e da amamentação.

1. TRIAGEM AUDITIVA NEONATAL - "Teste da Orelhinha"

NÃO IMPORTA O SEXO DO BEBÊ... O fundamental é que tenha saúde e desenvolva-se bem. Para isso, nada como realizar exames simples nos recém-nascidos, que podem evitar problemas mais sérios no futuro.

Desta forma, o Hospital e Maternidade São Marcos, preocupado com a saúde dos seus recém-nascidos oferece o programa de Triagem Auditiva Neonatal, mais conhecido como o “teste da orelhinha”, que visa identificar qualquer alteração auditiva em recém-nascidos.

O “teste da orelhinha” é conhecido cientificamente como exame das “Emissões Otoacústicas” caracterizado como sendo o método mais confiável para identificação precoce da deficiência auditiva, recomendado pelo National Institute of Halth (1993) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (2003).

Qual é o objetivo do exame?

Avaliar a audição (células do ouvido interno) do recém-nascido, por meio de um equipamento computadorizado, não necessita sedação, não causa dor e/ou desconforto.

Quanto tempo dura o exame ?

De 15 a 20 minutos.

Quem realiza o exame ?

Fonoaudiólogos.

Quando fazê-lo ?

Não recomenda-se realizar nas primeiras horas de vida devido à sensibilidade à presença de vérnix e/ou líquido amniótico normalmente encontrados no conduto auditivo dos recém nascidos nas primeiras horas de vida, por isso deve ser realizado a partir das 24 horas do nascimento (devido ao exame ser muito sensível à presença de vérnix e/ou líquido amniótico normalmente encontrados no conduto auditivo dos recém nascidos nas primeiras horas de vida) e preferencialmente até os 30 dias de vida para detecção precoce da audição. O bebê deve estar dormindo ou bem tranqüilo, pois ruídos também interferem no resultado.

Por que é importante realizar o exame ?

A audição é muito importante para o desenvolvimento da fala, linguagem, escolar, auto estima e adaptação psicossocial. Desta forma, as crianças com perda auditiva atendidas precocemente, têm melhor desenvolvimento do que as que recebem cuidados tardiamente (dois a três anos).

Qualquer bebê pode nascer com alteração auditiva ou adquiri-la nos primeiros anos de vida, pois 50% dos casos de deficiência auditiva não estão ligadas a fatores de risco como:

1. Apgar de 0-4 no 1º minuto ou 0-6 no 5º minuto;

2. História familiar de deficiência auditiva neuro-sensorial hereditária na infância;

3. Ventilação mecânica por 5 dias ou mais;

4. Infecções congênitas, tais como, citomegalovírus, rubéola, sífilis, herpes e toxoplasmose;

5. Peso no nascimento inferior a 1500g;

6. Meningite bacteriana;

7. Características de síndromes que possam incluir perdas auditivas condutivas ou neuro-sensoriais;

8. Hiperbilirrubinemia em um nível que indique exsanguíneo transfusão;

9. Anomalias crânio-faciais, incluindo aquelas com anormalidades morfológicas do pavilhão auricular e do canal auditivo;

10. Medicações ototóxicas quando utilizados em múltiplas doses.

Caso seu bebê apresente qualquer um desses fatores de risco e/ou otites de repetição a audição deve ser avaliada periodicamente.

Lembre-se sempre: SÓ APRENDEMOS A FALAR, OUVINDO!!!

Caso o seu filho(a) não apresente o seguinte desenvolvimento da audição e da fala, FIQUE ATENTO!

0-3 meses: O bebê se assusta, chora ou acorda com sons intensos e repentinos (ex.: batida de porta). Acalma-se ao ouvir a voz familiar.

3-6 meses: O bebê olha ou mexe a cabeça para os lados procurando a origem do som. Reconhece a voz materna. Emite sons sem significado (balbucio).

6 meses: O bebê localiza prontamente sons de seu interesse virando a cabeça na direção do som. Reage para sons suaves. Intensifica o balbucio: brinca com a voz, repetindo suas emissões (ex: “dá, dá, dá”).

1 ano: O bebê aponta e procura objetos e pessoas familiares quando solicitado. Emite as primeiras palavras (ex: mamãe, papai, tchau...).

2 anos: A criança aumenta seu vocabulário intensamente. Usa sentenças simples, combinando 2 ou 3 palavras (ex.: dá bola).

2. ALEITAMENTO MATERNO

O leite da mãe é um alimento completo, composto por proteínas, gorduras, carboidratos e células, contribuindo para o desenvolvimento e crescimento do bebê. Protege contra infecções intestinais, respiratórias, urinárias, otites, alergias alimentares e câncer. Além disso, independe da renda familiar, pois não custa nada.

O aleitamento materno estimula o desenvolvimento neuro-psicomotor e social, assim como desenvolve a estrutura facial e suas funções: mastigação, fala, alinhamento dos dentes e respiração.

A comunicação é de suma importância para os seres humanos. A fala é o modo mais freqüente na comunicação, mas para que ela ocorra os músculos envolvidos devem estar adequados. Quem se encarrega de preparar esses músculos para a fala é a amamentação materna, pois através da sucção, há um desenvolvimento muscular necessário para uma boa articulação. Portanto, a amamentação é um dos fatores responsáveis pela comunicação oral.

Uma vez que o fonoaudiólogo estuda os distúrbios da comunicação humana e as funções de sucção, deglutição, mastigação e respiração, atuando diretamente, diagnosticando e intervindo nas desordens dessas funções, é de fundamental importância sua atuação direta em programas de incentivo e assistência ao aleitamento materno, detectando e corrigindo erros de pega e sucção. Uma pega incorreta da mama pelo bebê, ou uma sucção inadequada, podem levar a um desmame precoce.

Os benefícios da amamentação ainda são pouco divulgados, tanto quanto a importância desta como prevenção das alterações das funções de sucção, deglutição e respiração e conseqüentemente de patologias da comunicação, como por exemplo, a prevenção de distúrbios articulatórios, retardos de fala, otites médias crônicas, disfunção da mastigação, deglutição e respiração, instalação de hábitos orais inadequados (sucção de dedo, de língua, roer unha, etc...) e até alteração do crescimento facial e oclusão dentária.

DICAS PARA O SUCESSO NA AMAMENTAÇÃO

A) Pega da mama pelo bebê:

 O queixo do bebê toca a mama;

 Boca bem aberta;

 Lábio inferior virado para fora;

 Bochechas arredondadas ou achatadas contra a mama;

 Vê-se pouca aréola;

 Vê-se mais aréola acima da boca do bebê do que abaixo dela;

 Durante a mamada, a mama parece arredondada;

 Sucções lentas e profundas: o bebê suga, dá uma pausa e suga novamente;

 A mãe pode ouvir o bebê deglutindo (engolindo).

B) Posicionamento:

 O corpo do bebê próximo ao da mãe;

 Corpo e cabeça do bebê alinhados;

 Queixo do bebê tocando o peito;

 Nádegas do bebê apoiadas;

 A mãe deve segurar o bebê no colo com firmeza.

Existem várias posições para amamentar, o importante é que a posição seja a mais confortável para a mãe e para o bebê. Procure um ambiente tranqüilo para amamentar e aproveite este momento para conversar com seu bebê e tocá-lo. Ele já é capaz de sentir e entender todo esse amor e carinho.

Desta forma, o Hospital e Maternidade São Marcos, preocupado com a questão do Aleitamento Materno e seus benefícios, oferece atendimento fonoaudiológico a puérpera para um melhor desenvolvimento da amamentação.

Aleitar é preciso...

EQUIPE DE FONOAUDIOLOGIA

Fon. Cássia Menin Cabrini Junqueira             CRFa 4.180

Fon. Silvia Mieko Hayashi Nascimento           CRFa 9.695

Fon. Juliana Dias Neves                                     CRFa 9.051