Humanização

HUMANIZAÇÃO NÃO É:
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〉 Apenas atender com educação
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〉 Ser bonzinho
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〉 Ter um ambiente bonito
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〉 Fazer um favor
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〉 Mais uma tarefa para os funcionários cumprirem
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〉 Ter gestos de carinho
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〉 Filantropia
Humanizar é ofertar atendimento de qualidade, articulando os avanços tecnológicos com acolhimento, com melhoria dos ambientes de cuidado e das condições de trabalho dos profissionais. Nas ações da humanização, procuramos resgatar o respeito à vida humana, a nossa e a do paciente. Estando presente todo um universo social, ético, educacional e psíquico, observados em todo relacionamento humano. As ações da humanização envolvem um vínculo subjetivo, entre quem cuida e quem é cuidado.
O Hospital e Maternidade São Marcos tem dentre suas atividades o Grupo de Trabalho em Humanização (GTH).
O GTH é um espaço coletivo organizado, participativo e democrático, que funciona à maneira de um órgão colegiado e se destina a empreender uma política institucional de resgate dos valores de universalidade, integralidade e aumento da eqüidade na assistência e democratização na gestão, em benefício dos usuários e dos trabalhadores da saúde.
É um dispositivo criado pela Política Nacional de Humanização (PNH) com o objetivo de intervir na melhoria dos processos de trabalho e na qualidade da produção de saúde para todos. O GTH é integrado por pessoas interessadas em discutir os serviços prestados, a dinâmica das equipes de trabalho, as relações estabelecidas entre trabalhadores de saúde e usuários.
A construção de um grupo de trabalho aproxima as pessoas, possibilita a transformação dos vínculos já instituídos, além de estabelecer um ambiente favorável para compartilhar as tensões do cotidiano, as dificuldades do trabalho, acolher e debater as divergências, os sonhos de mudança e buscar, por meio da análise e da negociação, potencializar propostas inovadoras.
Algumas vezes, o trabalhador da saúde está tão acostumado ao seu trabalho, à rotina ou ao seu lugar institucional, que não consegue pensar, isoladamente, em alternativas diferentes. O trabalho em grupo proporciona o encontro das diversidades subjetivas, provoca novas articulações e a possibilidade de implementar propostas coletivamente. No entanto, é importante que o grupo respeite seu próprio tempo de construção, pois é necessário amadurecer laços e projetos antes de decidir o quê e como fazer. Diferentes visões sobre o mesmo problema ajudam a ampliar a percepção das diversas dimensões implicadas.
Nesse sentido, num GTH, os componentes do grupo podem experimentar diferentes funções, alternadamente, ao longo dos encontros: a coordenação dos trabalhos, a observação do andamento e análise dos impasses do grupo, a articulação da pauta de assuntos, o registro da reunião, o planejamento de objetivos, encaminhamentos de decisões acordadas no grupo, etc.
O GTH define a periodicidade para as reuniões, organiza prioridades para o debate, propõe projetos e planos de ação para atingir suas metas. Não há um tempo pré-definido para a duração de um GTH, podendo durar anos e/ou se desdobrar em outros tipos de grupos ou propor outras ações.
Além disso, a confiança que vai sendo paulatinamente construída em seu interior, possibilita que as pessoas falem de si mesmas, do trabalho e das relações interpessoais, de uma outra forma. O grau de aprofundamento de análise da realidade também era estimulado pela ação de pessoas convidadas e do próprio grupo, por meio da oferta de textos, oficinas e outros, para ampliar o conhecimento sobre questões em debate no grupo.
O GTH é constituído por lideranças representativas do coletivo de profissionais e demais trabalhadores em cada equipamento de saúde, tendo como atribuições:
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〉 Difundir os princípios norteadores da PNH (Política Nacional de Humanização);
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〉 Pesquisar e levantar os pontos críticos do funcionamento de cada serviço e sua rede de referência;
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〉 Promover o trabalho em equipes multiprofissionais, estimulando a transversalidade e a grupalidade;
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〉 Propor uma agenda de mudanças que possam beneficiar os usuários e os trabalhadores da saúde;
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〉 Incentivar a democratização da gestão dos serviços;
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〉 Divulgar, fortalecer e articular as iniciativas humanizadoras existentes;
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〉 Estabelecer fluxo de propostas entre os diversos setores das instituições de saúde, a gestão, os usuários e a comunidade;
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〉 Melhorar a comunicação e a integração do equipamento com a comunidade (de usuários) na qual está inserida.

